Apoio de Divulgação: Fernando Fernandes
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O que é um cineclube?
Cineclube é uma associação sem fins lucrativos que estimula os seus membros a ver, discutir e refletir sobre o cinema. O cineclubismo surgiu nos anos 20 do século XX.
É preciso compreender o que é um cineclube – até porque a confusão gerada em torno do conceito favorece justamente uma visão em que os cineclubes não têm um papel muito claro. Sua importância se dilui quando não se conhecem seus objetivos, suas realizações, como sua estrutura específica se estabelece e opera dentro das comunidades e do processo cultural.
O dicionário define cineclube como uma "associação que reúne apreciadores de cinema para fins de estudo e debates e para exibição de filmes selecionados". Os cineclubes têm uma história própria, que liga a evolução do seu trabalho às diferentes situações nacionais, culturais e políticas em que se desenvolveram. Há vários tipos de cineclubes, alguns predominam em determinados países, em certas conjunturas. Em situações diferentes suas formas de organização e atuação também variam.
Os cineclubes surgiram nitidamente em resposta a necessidades que o cinema comercial não atendia, num momento histórico preciso. Assumiram diferentes práticas conforme o desenvolvimento das sociedades em que se instalaram. Mas assumiram uma forma de organização institucional única que os distingue de qualquer outra.
Para começar, e como diz o dicionário, cineclubes são associações, organizações que associam pessoas em torno da atuação com cinema. Mas são mais definidos que apenas isso.
Três características, quando juntas, são exclusivas dos cineclubes, os distinguem de qualquer outra atividade com cinema e, ao mesmo tempo, abrangem uma ampla gama de formas e ações que os cineclubes desenvolveram nos mais diferentes contextos. Duas delas são muito simples e claras, só se encontram, juntas, num cineclube, e não existe cineclube onde essas características não estiverem presentes. A terceira, menos objetiva, deriva das duas primeiras e pode variar bastante de entidade para entidade, conforme a orientação predominante, mas é o que imprime direção à base organizacional definida pelas outras duas "regras" e o que dá conteúdo e objetivo, atualidade e personalidade ao trabalho do cineclube. São elas
O cineclube não tem fins lucrativos. O cineclube tem uma estrutura democrática. O cineclube tem um compromisso cultural ou ético.
A prática da democracia como forma mesmo de organização, estabelece outra dinâmica estrutural, outra forma de atuação. A busca do lucro também, a competição no mercado, foi o que até hoje assegurou o nível de universalidade que o cinema – e outras formas de exibição – atingiram. O cinema comercial, a televisão e, por enquanto em menor medida, a Internet, em que pesem seus aspectos negativos, constituem a cultura popular por excelência, e o canal mais amplo – portanto de certa forma mais democrático – de informação e participação do conjunto da população. Assim, o que importa aqui é determinar essa diferença, a particularidade do cineclube, não fazer um juízo ético.
Num cineclube, os responsáveis pela sua orientação são necessariamente eleitos. A representatividade, a forma de se organizar essa democracia, como em qualquer outra democracia representativa, não costuma ser perfeita: podemos encontrar casos de cineclubes com uma "panelinha" dirigente, assim como os que são geridos, trabalhosamente, por decisões de assembléias bem numerosas. E todo tipo de situação intermediária.
Mas, de um jeito ou de outro, os dirigentes são trocados periodicamente, segundo a avaliação de seu desempenho e da direção que imprimem à entidade. É isso que dá aos cineclubes uma grande mobilidade e adaptabilidade, historicamente e nos mais diversos ambientes sociais. Os cineclubes têm essa característica orgânica, a democracia, que lhes permite superar a estagnação.
Não ter fins lucrativos é outro elemento fundamental. É claro que a busca do lucro restringe o alcance de qualquer atividade, quando não sacrifica, em maior ou menor grau, sua qualidade. Basicamente os empreendimentos comerciais orientam sua ação pela realização do lucro, eliminando qualquer aspecto que dificulte, postergue ou reduza este objetivo.
A tendência predominante na atividade comercial é a repetição das experiências consagradas, lucrativas e a manutenção do status quo. Além disso, apropriação do lucro por uma pessoa ou grupo de pessoas é a base mais fundamental da nossa sociedade de classes. No cineclube, ainda que ele produza superávits financeiros com as suas atividades, esses resultados têm (até por lei) que ser reinvestidos na própria atividade: são, portanto, apropriados pela comunidade. Nesse sentido, o cineclube não é uma instituição tipicamente capitalista. O que nos leva à terceira "lei": organizado com base na mobilização de seus associados em função de um objetivo não financeiro, os cineclubes se voltam para fins culturais, éticos, políticos, estéticos, religiosos. Quase sempre realizam, de alguma forma, mesmo parcialmente, seus objetivos. Ou seja, os cineclubes produzem fatos novos, interferem em suas comunidades, contribuem para mudar consciências e formar opiniões, mobilizam.
Não raro, são as sementes que chegam à floração de cineastas e outros artistas; crescem como instituições, transformando-se em museus, cinematecas, centros de produção; criam o caldo de cultura para mudanças culturais, comportamentais, para a geração de movimentos sociais. Os cineclubes produzem e modificam a cultura. Os cineclubes foram responsáveis pela formação cinematográfica de grandes cineastas, entre os quais se podem destacar Glauber Rocha, Cacá Diegues, Jean-Luc Godard e Wim Wenders.
É preciso compreender o que é um cineclube – até porque a confusão gerada em torno do conceito favorece justamente uma visão em que os cineclubes não têm um papel muito claro. Sua importância se dilui quando não se conhecem seus objetivos, suas realizações, como sua estrutura específica se estabelece e opera dentro das comunidades e do processo cultural.
O dicionário define cineclube como uma "associação que reúne apreciadores de cinema para fins de estudo e debates e para exibição de filmes selecionados". Os cineclubes têm uma história própria, que liga a evolução do seu trabalho às diferentes situações nacionais, culturais e políticas em que se desenvolveram. Há vários tipos de cineclubes, alguns predominam em determinados países, em certas conjunturas. Em situações diferentes suas formas de organização e atuação também variam.
Os cineclubes surgiram nitidamente em resposta a necessidades que o cinema comercial não atendia, num momento histórico preciso. Assumiram diferentes práticas conforme o desenvolvimento das sociedades em que se instalaram. Mas assumiram uma forma de organização institucional única que os distingue de qualquer outra.
Para começar, e como diz o dicionário, cineclubes são associações, organizações que associam pessoas em torno da atuação com cinema. Mas são mais definidos que apenas isso.
Três características, quando juntas, são exclusivas dos cineclubes, os distinguem de qualquer outra atividade com cinema e, ao mesmo tempo, abrangem uma ampla gama de formas e ações que os cineclubes desenvolveram nos mais diferentes contextos. Duas delas são muito simples e claras, só se encontram, juntas, num cineclube, e não existe cineclube onde essas características não estiverem presentes. A terceira, menos objetiva, deriva das duas primeiras e pode variar bastante de entidade para entidade, conforme a orientação predominante, mas é o que imprime direção à base organizacional definida pelas outras duas "regras" e o que dá conteúdo e objetivo, atualidade e personalidade ao trabalho do cineclube. São elas
O cineclube não tem fins lucrativos. O cineclube tem uma estrutura democrática. O cineclube tem um compromisso cultural ou ético.
A prática da democracia como forma mesmo de organização, estabelece outra dinâmica estrutural, outra forma de atuação. A busca do lucro também, a competição no mercado, foi o que até hoje assegurou o nível de universalidade que o cinema – e outras formas de exibição – atingiram. O cinema comercial, a televisão e, por enquanto em menor medida, a Internet, em que pesem seus aspectos negativos, constituem a cultura popular por excelência, e o canal mais amplo – portanto de certa forma mais democrático – de informação e participação do conjunto da população. Assim, o que importa aqui é determinar essa diferença, a particularidade do cineclube, não fazer um juízo ético.
Num cineclube, os responsáveis pela sua orientação são necessariamente eleitos. A representatividade, a forma de se organizar essa democracia, como em qualquer outra democracia representativa, não costuma ser perfeita: podemos encontrar casos de cineclubes com uma "panelinha" dirigente, assim como os que são geridos, trabalhosamente, por decisões de assembléias bem numerosas. E todo tipo de situação intermediária.
Mas, de um jeito ou de outro, os dirigentes são trocados periodicamente, segundo a avaliação de seu desempenho e da direção que imprimem à entidade. É isso que dá aos cineclubes uma grande mobilidade e adaptabilidade, historicamente e nos mais diversos ambientes sociais. Os cineclubes têm essa característica orgânica, a democracia, que lhes permite superar a estagnação.
Não ter fins lucrativos é outro elemento fundamental. É claro que a busca do lucro restringe o alcance de qualquer atividade, quando não sacrifica, em maior ou menor grau, sua qualidade. Basicamente os empreendimentos comerciais orientam sua ação pela realização do lucro, eliminando qualquer aspecto que dificulte, postergue ou reduza este objetivo.
A tendência predominante na atividade comercial é a repetição das experiências consagradas, lucrativas e a manutenção do status quo. Além disso, apropriação do lucro por uma pessoa ou grupo de pessoas é a base mais fundamental da nossa sociedade de classes. No cineclube, ainda que ele produza superávits financeiros com as suas atividades, esses resultados têm (até por lei) que ser reinvestidos na própria atividade: são, portanto, apropriados pela comunidade. Nesse sentido, o cineclube não é uma instituição tipicamente capitalista. O que nos leva à terceira "lei": organizado com base na mobilização de seus associados em função de um objetivo não financeiro, os cineclubes se voltam para fins culturais, éticos, políticos, estéticos, religiosos. Quase sempre realizam, de alguma forma, mesmo parcialmente, seus objetivos. Ou seja, os cineclubes produzem fatos novos, interferem em suas comunidades, contribuem para mudar consciências e formar opiniões, mobilizam.
Não raro, são as sementes que chegam à floração de cineastas e outros artistas; crescem como instituições, transformando-se em museus, cinematecas, centros de produção; criam o caldo de cultura para mudanças culturais, comportamentais, para a geração de movimentos sociais. Os cineclubes produzem e modificam a cultura. Os cineclubes foram responsáveis pela formação cinematográfica de grandes cineastas, entre os quais se podem destacar Glauber Rocha, Cacá Diegues, Jean-Luc Godard e Wim Wenders.
Fontes: João Carlos Sampaio: “Oito toques introdutórios à arte da sala escura”, http://www.mnemocine.com.br/cinema.asp e http://pt.wikipedia.org
Postado por: Fernando Fernandes
Produtos "verdes" não cumprem o que prometem
(Extraído na íntegra do site "Diário da Saúde", em 07/04/11)
Insustentáveis
Produtos para uso doméstico e pessoal com rótulos alegando "sustentabilidade" e "verde" em relação aos seus ingredientes não estão fornecendo o que prometem.Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que muitos desses produtos possuem quantidades surpreendentemente grandes de ingredientes à base de petróleo.
As alegações de sustentabilidade se baseiam na utilização de ingredientes renováveis, normalmente de origem vegetal.
Propaganda enganosa
Cientistas da Universidade de Vermont usaram análises químicas com carbono-14 para determinar a origem dos ingredientes presentes em sabões para lavar roupas, detergentes e sabonetes.Inicialmente, os pesquisadores analisaram produtos que traziam rótulos com alegações "verdes", afirmando usar matérias-primas sustentáveis.
As análises mostraram que até 50% do conteúdo desses produtos consiste em componentes à base de petróleo.
Nos produtos que alegam ser "de fontes naturais" ou "à base de plantas", os cientistas encontraram entre 3 e 57% de carbono derivado de petróleo.
Um produto em particular, que traz em seu rótulo a informação "Isento de Petroquímicos", teve resultados surpreendentes: as análises mostraram 31% de carbono de origem petroquímica em sua composição.
Carbono fóssil
O carbono 14 presente quando florestas ou organismos pré-históricos absorveram CO2 da atmosfera decaiu inteiramente ao longo das eras em que o petróleo se formou e ficou retido no subsolo.Assim, se um produto não contém carbono-14, sua composição deve ser praticamente toda derivada de fontes fósseis - carbono ou gás natural.
Se o carbono 14 estiver presente, seu percentual pode ser usado para calcular a proporção de ingredientes de origem vegetal, portanto renovável.
Atualmente não existem normas para regulamentar o uso de rótulos com alegações "verdes", alegando sustentabilidade ambiental ou de origem renovável.
Boas notícias
Mas a pesquisa, apresentada durante a reunião da Sociedade Química Americana, também trouxe boas notícias.Entre 28 e 44% do carbono presente em produtos que não fazem qualquer alegação de sustentabilidade em seus rótulos, já têm origem vegetal, renovável.
Apoio de Divulgação: Fernando Fernandes
EXEMPLOS PARA ESTÍMULAR...
(Extraído na íntegra do www.blogdapacificacao.com.br)
Moradoras da Cidade de Deus viram empresárias e criam uma fábrica para vender sabão feito do óleo de cozinha
Postado em 01.04.2011 por Camilo Coelho
Sabe quando você acaba de fritar aquele pastelzinho em casa e não sabe como fazer para jogar fora o óleo que está na panela? Os moradores da Cidade de Deus agora sabem. Basta deixar na porta da fábrica de sabões e sabonetes artesanais Bolhas Coloridas, que foi inaugurada nesta quinta-feira na Rua Israel, número 124, em frente ao portão da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA). O empreendimento é administrado por seis moradoras da própria Cidade de Deus, através do programa Elas em Movimento -- uma parceria do ELAS Fundo de Investimento Social com a Chevron. A fábrica será toda sustentável, utilizando o óleo de cozinha como matéria-prima e fazendo as embalagens com material reciclado. Para conseguir o óleo, as meninas vão utilizar diversos meios de comunicação: carros de som, panfletos e até visitas a alvos específicos, como restaurantes, fritadeiras e hotéis. Na entrada da fábrica elas vão colocar alguns galões para os moradores despejarem o óleo. A expectativa é captar 50 litros de óleo por semana, ajudando na limpeza da comunidade. Os sabonetes fabricados serão vendidos no mesmo local, com um preço 50% abaixo do praticado pelo mercado.- O sabonete é apenas o produto final. Vamos reciclar um óleo que as pessoas jogavam na pia e acabavam em um esgoto, sujando a comunidade. Daqui a alguns anos, meus netos vão poder se orgulhar, falar que a avó deles foi pioneira de um projeto que está protegendo o meio ambiente. É emocionante estar fazendo algo para a nossa comunidade -- explica Maria Lucia da Silva, a Malu, que agora é empresária.

- Tive que mudar a minha vida, meu filho ficou sem escola e não tinha para onde ir. Eu pirei, estava sem rumo, era o mês do meu aniversário. Vim morar na casa da minha avó aqui na Cidade de Deus e não tinha nenhuma perspectiva. Foi quando a minha irmã me apresentou ao projeto e tudo começou a mudar. Aprendi muita coisa aqui, estava em um momento de explosão, não sabia o que falar ou que respeitar. O projeto me fez colocar os pés no chão, erguer a minha cabeça e falei para mim mesma que venceria, ia para a luta nessa oportunidade unica da minha vida -- revela Malu.
Não teve como segurar o choro na hora de receber o diploma de empresária. Mas eram lágrimas de felicidade, garante Malu, que recebeu a homenagem das mãos da capitão Alessandra Carvalhaes, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Formiga, que foi ao evento como convidada. A pacificação aliás foi muito elogiada no discurso das novas empresárias da Cidade de Deus.
- Queria agradecer à UPP porque graças a essa pacificação da nossa comunidade é que nós fomos alcançados por alguém. Mulheres que tinham os sonhos perdidos, enterrados, agora estão acordadas para a vida de novo -- disse Malu.

Os produtos serão vendidos na própria loja, mas ainda não existe um preço definido -- o que deve acontecer nos próximos dias. A fábrica tem capacidade de produzir até 100 kg de sabão por dia. Sócia da empresa, Natasha Firmino explica que já existe um projeto para produção de detergente, também feito com a reciclagem do óleo de cozinha.
- Vamos fazer agora uma conscientização da comunidade, bater de porta em porta pedindo para eles reservarem aquele óleo. Como diz o nosso slogan, “faz bem para você e para o meio ambiente”.
Quem tiver interesse em comprar o sabão reciclado pode ir direto na fábrica da Bolhas Coloridas ou procurar alguma das meninas: Miriam Firmino, Natasha Firmino, Maria Lucia da Silva, Solange Aparecida, Uliana da Silva Pinto e Gleicy dos Santos. Essas são as novas empresárias da Cidade de Deus. Parabéns!
Apoio na Divulgação: Fernando Fernandes
quarta-feira, 6 de abril de 2011
PUC-Rio e ONU lembram o genocídio em Ruanda, 17 anos depois
O mundo se pergunta até hoje: O que poderia ter evitado o genocídio de Ruanda, em 1994, que vitimou mais de 800 mil pessoas? Para debater este tema, o Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) organizam uma série de eventos na próxima segunda-feira, dia 11 de abril.
O principal evento do Dia de Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda será uma mesa redonda com a presença do Secretário Breno Hermann, Chefe da Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa, e dos Professores Alexandre dos Santos e Simone Rocha, do IRI da PUC. O Professor José Maria Gomez coordenará as discussões. A mesa redonda será realizada entre 11h00 e 13h00, no Auditório Padre Anchieta, no campus da Gávea da PUC.
Na ocasião, uma exposição composta por quatro painéis sobre o genocídio, intitulada “Lições de Ruanda” e produzida pelas Nações Unidas, será inaugurada na área dos Pilotis da Ala Kennedy da PUC-Rio.
Na tarde do dia 11 de abril, entre 14h e 18h uma sessão de vídeos sobre o genocídio de Ruanda - com entrada franca - será organizada no Auditório Padre Anchieta (veja abaixo a programação completa).
Confira abaixo os detalhes do evento.
O principal evento do Dia de Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda será uma mesa redonda com a presença do Secretário Breno Hermann, Chefe da Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa, e dos Professores Alexandre dos Santos e Simone Rocha, do IRI da PUC. O Professor José Maria Gomez coordenará as discussões. A mesa redonda será realizada entre 11h00 e 13h00, no Auditório Padre Anchieta, no campus da Gávea da PUC.
Na ocasião, uma exposição composta por quatro painéis sobre o genocídio, intitulada “Lições de Ruanda” e produzida pelas Nações Unidas, será inaugurada na área dos Pilotis da Ala Kennedy da PUC-Rio.
Na tarde do dia 11 de abril, entre 14h e 18h uma sessão de vídeos sobre o genocídio de Ruanda - com entrada franca - será organizada no Auditório Padre Anchieta (veja abaixo a programação completa).
Confira abaixo os detalhes do evento.
Local: PUC Rio - Edifício da Amizade - Ala Kennedy
Rua Marquês de São Vicente, 225 - Campus Gávea
Data e horário: 11 de abril de 2011, o dia inteiro.
Rua Marquês de São Vicente, 225 - Campus Gávea
Data e horário: 11 de abril de 2011, o dia inteiro.
Programação:
9h às 18h - Exposição “Lições de Ruanda”
Local: Pilotis da Ala Kennedy PUC-Rio
9h às 18h - Exposição “Lições de Ruanda”
Local: Pilotis da Ala Kennedy PUC-Rio
11h às 13h - Mesa redonda
Secretário Breno Hermann - Chefe da Divisão das Nações Unidas do MRE
Professor Alexandre dos Santos – IRI/PUC
Giancarlo Summa – Diretor do UNIC Rio
Professora Simone Rocha – IRI/PUC
Professor José Maria Gomez – IRI/PUC (coordenador da mesa)
Local: Pilotis da Ala Kennedy PUC-Rio
14h às 18h - Documentários
“Ruanda: A Arte de Perdoar”
“História de um Massacre”
“Curtas e reportagens sobre o tema”
Local: Auditório Padre Anchieta da PUC-Rio
Secretário Breno Hermann - Chefe da Divisão das Nações Unidas do MRE
Professor Alexandre dos Santos – IRI/PUC
Giancarlo Summa – Diretor do UNIC Rio
Professora Simone Rocha – IRI/PUC
Professor José Maria Gomez – IRI/PUC (coordenador da mesa)
Local: Pilotis da Ala Kennedy PUC-Rio
14h às 18h - Documentários
“Ruanda: A Arte de Perdoar”
“História de um Massacre”
“Curtas e reportagens sobre o tema”
Local: Auditório Padre Anchieta da PUC-Rio
Realização:
Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
Mais informações:
www.unicrio.org.br/ruanda17
Apoio de Divulgação: Fernando Fernandes
terça-feira, 5 de abril de 2011
DIVULGAÇÃO
Sociedade civil luta contra a repressão a ativistas sociais e defensores dos direitos humanos
Organizações da sociedade civil estarão, entre os dias 04 e 08 de abril, participando de uma série de atividades, no Brasil e na Europa, que se referem à luta contra a repressão a ativistas sociais e defensores dos direitos humanos. O Processo de Articulação e Diálogo (PAD)*, formado por seis agências ecumênicas européias de distintos países e por 165 entidades parceiras no Brasil, é o responsável pela ação, que reunirá em Brasília, lideranças camponesas, indígenas e representantes dos atingidos por barragens. Esse grupo denunciará no Parlamento e nas embaixadas estrangeiras abusos em geral e os causados pelas empresas transnacionais.
O “Dossiê: a repressão aos defensores de direitos humanos e movimentos sociais no Brasil” a ser lançado no dia 06/04, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, será um dos grandes destaques da mobilização. A publicação apresenta um relato de casos graves de violação de direitos e a luta de organizações e movimentos sociais, bem como indica os vários mecanismos que o Estado Brasileiro cria para criminalizar essas organizações em favorecimento de interesses quase sempre privados.
A publicação comprova os abusos praticados por grandes construtoras, multinacionais interessadas em nossas riquezas e por latifundiários, todos em estreita relação com as instituições que compõem o Poder Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Os casos mostram a absurda contradição vivida pelo Brasil que salta à categoria de liderança econômica e política mundial sem superar as contradições históricas internas, geradoras de exclusão social.
Cenário Nacional: há 24 anos a economia brasileira não crescia tanto: 7,5% do PIB. A mídia brasileira não se cansa de mostrar que o país está crescendo, produzindo, consumindo, e a imprensa mundial destaca a toda hora o despertar do gigante econômico Latino-Americano. No entanto, os indicadores econômicos positivos não representam mudanças necessárias na estrutura desigual do país, nem redução das injustiças sociais. Para piorar o quadro, houve aumento na violência aos que se insurgem ao quadro concentrador de riquezas, gerador de abusos. Os movimentos sociais e os defensores dos direitos humanos sofrem cada vez mais com a repressão organizada, estruturada e institucionalizada.
Contato:
Enviado por:
Antonio (Tony) Marques dos Santos
Conselheiro/Equipe de Formaçãos e Gestão de AMARC Brasil.
www.tonymarques.ning.com
Conselheiro/Equipe de Formaçãos e Gestão de AMARC Brasil.
www.tonymarques.ning.com
Apoio de Divulgação: Fernando Fernandes
Você realmente conhece seus amigos?
Redação do Diário da Saúde (05/04/11)
Qualidade da amizade
Como o seu melhor amigo se comporta quando as pessoas precisam de ajuda? Ou quando as pessoas se comportam de forma desonesta?
O que ele pensa quando outros se sentem desconfortáveis em situações sociais?
Se você não sabe responder a essas questões, seu relacionamento poderá se ressentir disso, de acordo com um estudo publicado na revista Psychological Science.
Conhecendo a personalidade
Há inúmeras formas ou níveis de conhecimento da personalidade de alguém. Você pode dizer "Ela é extrovertida", ou "Ele normalmente é feliz".
Você pode também saber como ele ou ela se comportará em diferentes situações e ante o comportamento de outras pessoas.
"Esta é uma forma mais detalhada de entender a personalidade," afirmam Charity A. Friesen e Lara K. Kammrath, da Universidade Wilfrid Laurier, nos Estados Unidos. "Você pode saber que uma pessoa é extrovertida quando está com seus amigos e mais introvertida quando está em uma situação nova."
Mas quando uma pessoa se depara com uma lista de situações, então como ela se comporta?
As pesquisadoras chamam isso de "perfil se-então" - se "isto" acontecer, então a pessoa fará "aquilo".
Em uma pesquisa realizada com estudantes universitários, as cientistas descobriram que saber corretamente como um amigo reagirá a determinada situação tem um impacto direto na qualidade da amizade.
Perfil se-então
O "perfil se-então" é avaliado colocando a pessoa diante de uma situação - neste caso, cabia ao voluntário antecipar como seu amigo se comportaria em cada situação.
As pessoas que apresentaram mais conhecimento do "perfil se-então" dos seus amigos tinham um nível de relacionamento muito mais estreito com esse amigo.
Elas tinham menos conflitos com esse amigo e menos frustrações com o relacionamento.
Segundo as pesquisadoras, a observação casual das habilidades e expressões do outro pode permitir a construção de um "perfil se-então" com grande facilidade.
"Se eu estou próximo a alguém, eu posso realmente começar a aprender seu perfil se-então, e isto vai se refletir positivamente no nosso relacionamento," dizem elas.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Políticas e gestão no rumo da sustentabilidade
por Vilmar Berna*
Entre as declarações de políticas e promessas ambientais e a realidade, existe um vazio proporcionalmente tão grande e profundo quanto nossa capacidade de sonhar. Um vazio que pode e precisa ser preenchido com gestão, planejamento, investimento de tempo e dinheiro.
Apesar da mudança para a sustentabilidade ser tarefa e obrigação de todos, aquelas pessoas e organizações já conscientizadas e engajadas no processo de mudança devem ser o exemplo que querem ver no outro, até por uma questão de credibilidade do discurso e promessas.
Penso especialmente nas empresas com políticas de responsabilidade social, nas prefeituras com secretarias de meio ambiente, nos órgãos de controle e fiscalização ambiental, nas comissões de meio ambiente de parlamentos, nos organizadores de eventos ambientais, nas escolas com programas de educação ambiental ou cursos na área de meio ambiente.
Deveriam ser os primeiros a demonstrarem na prática a implantação de políticas e gestão ambiental que vá além do marketing.
Deveriam ter um sistema de gerenciamento de resíduos que vá além do descarte ambientalmente correto de um produto, para abranger não apenas a ponta final do consumo, mas todo o ciclo do produto, desde o processo de aquisição adotando uma política ecológica de compras que considere a redução do consumo, a origem ambientalmente correta dos produtos, a substituição de tecnologias sujas e desperdiçadoras de recursos por outras mais ecoeficientes e reaproveitáveis, e dê preferência a produtos locais com menor pegada carbônica e promova a geração de trabalho e renda na base da pirâmide social.
E mesmo assim, ainda com uma gestão ambiental cuidadosa e responsável, não existe impacto zero. Então, deveriam fazer o inventário das pegadas ambientais como a pegada hídrica, a pegada florestal, a pegada carbônica, e compensar e neutralizar essas pegadas através, entre outras soluções, do plantio de árvores nativas da região para a produção de água, recuperando nascentes e matas ciliares, preservando as árvores das unidades de conservação, recuperando as árvores das reservas florestais legais, etc.
Também deveriam adotar uma política de comunicação ambiental para todos os públicos de interesse, pois a informação sobre os bons resultados ambientais ajuda a fortalecer a motivação dos que estão produzindo as mudanças e estimula a caminhada de quem ainda não começou.
E ainda mais. Deveriam interligar a política de gestão ambiental com a de educação ambiental, pois a mudança não se dá de fora para dentro e muito menos por portaria de cima para baixo, mas de dentro para fora.
A informação e a educação ambiental que libertam
Tanto a informação quanto a educação têm o poder de influir e estimular novas mudanças, valores, atitudes, comportamentos. O desafio está em usar uma linguagem que seja acessível a todos, o que pode ser uma grande dificuldade numa sociedade ainda com grandes massas de analfabetos funcionais, pessoas que sabem ler e escrever, mas não conseguem compreender as idéias contidas num texto.
As mudanças dependem de nossas escolhas e estas dependem das informações e valores que recebemos.
O que temos nas mãos é a possibilidade aqui e agora de arregaçar as mangas e trabalhar pelas mudanças, a partir de nós próprios, assumindo que somos os resultados de nossas escolhas, e que o nosso sucesso ou fracasso resultarão de nossos sonhos e da capacidade realizá-los.
As raízes da crise
A nossa doutrinação para o consumismo começa nas escolinhas de catecismo que se transformaram a babá-televisão e a babá-videogame, quando somos crianças, e estamos mais vulneráveis aos apelos criativos do marketing e da publicidade e, neste ponto, o Brasil é famoso pelo talento dos seus profissionais que ganham prêmios atrás de prêmios. Este talento tem sido colocado mais a serviço da escravização da sociedade ao consumismo que à sua libertação.
As crianças brasileiras passam em média 4 horas e 54 minutos diante da televisão enquanto ficam em média 4 horas e 26 minutos na escola, segundo pesquisa do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana. A cada dois ou três minutos, durante a programação infantil, as crianças são doutrinadas ao consumo através de anúncios criativos e bem elaborados que as estimulam a pedir aos pais para comprar brinquedos, roupas, alimentos. Para manter o alto padrão de consumo, os pais precisam trabalhar, e muito fora de casa, e com eles fora do caminho, sem possibilidade de estabelecer limites ou refletir sobre valores com as crianças, a babá-televisão fica à vontade para cumprir o seu papel de associar entretenimento a consumo, felicidade a consumo, prazer a consumo. Na maioria dos países democráticos, este assédio além de considerado imoral é ilegal. No Brasil, existe mais de uma centena de iniciativas no parlamento para tentar impedir ou limitar a propaganda para a infância, mas sem sucesso até agora.
Se mudar já não é fácil, persistir na mudança é mais difícil ainda. O consumismo equipara-se a uma espécie de vício. Nossa sociedade é viciada em desperdício, em consumir além das necessidades e mesmo além da capacidade de pagar, o que torna aos consumidores uma espécie de escravos, entregando tempo de vida, talento, criatividade, para produzir numa ponta e consumir na outra.
Por detrás de todo vício existem raízes e motivos mais profundos, que na maioria das vezes permanecem ocultos, no consumismo também.
Há muito o consumo deixou de atender nossas necessidades materiais para atender as nossas necessidades espirituais.
É através da capacidade de consumir que se dá o rito de passagem para a vida adulta, em nossa sociedade. Um jovem só é devidamente aceito depois que alcança sua autonomia para consumir sem depender dos adultos.
É também através da capacidade de consumir que se dá o pertencimento à sociedade. Somos avaliados a que classe social pertencemos pelo poder do consumo. Daí a associar poder de consumo à importância social é um pulo, explorado pela propaganda para vender produtos com a promessa de felicidade e reconhecimento social, levando muitas vezes as pessoas a se endividarem, não para atender a necessidades materiais, mas a desejos espirituais de estarem na moda para serem reconhecidos socialmente ou se sentirem bem.
Numa sociedade assim o valor das pessoas não é mais medido pelo seu caráter ou sabedoria, mas na quantidade e na qualidade dos bens que demonstra possuir ou que é capaz de doar ou de presentear. O afeto precisa ser traduzido em bens materiais, em lembrancinhas e presentes, transformando datas comemorativas em pretexto para mais consumo como o Dia dos Namorados, das Crianças, dos Pais, o Natal.
Sustentabilidade e desigualdade social
Não basta mudar na superfície atacando os efeitos, é preciso ir à raiz do problema e atacar as suas causas.
De maneira simplificada, a crise não é ambiental, é civilizatória, ética, moral, espiritual. As mesmas forças que superexploram o Planeta são as que superexploram o trabalho humano e a grande arma de dominação não são os mísseis ou correntes, mas a manipulação da informação. Pelo lado ambiental, a crise se baseia num sistema de superexploração dos recursos naturais fundamentado no princípio do crescimento crescente e ilimitado, em larga escala, com a falsa idéia de que o Planeta é uma propriedade da espécie humana e seus recursos são inesgotáveis. Pelo lado social, baseia-se na superexploração do trabalho humano, que cria e se prevalece das desigualdades sociais como forma de se apropriar mais e melhor dos recursos naturais que são patrimônio comum de todos.
Então, mudar não pode significar a mesma coisa para todos. Como a pegada ecológica é desigual, os que pegam demais e desperdiçam terão de pegar mais leve e com maior responsabilidade, entretanto, não devemos enganar ou sermos ingênuos neste ponto. Gerações antes de nós tentaram que os poderosos cedessem em seus privilégios e poder, só conseguindo a duras penas e com grande sofrimento. Então, não será agora que conseguiremos apenas no amor e no convencimento. Os poderosos só pegarão mais leve se virem alguma forma de continuar lucrando no novo modelo, caso contrário, aproveitarão os recursos que sobrarem dos que estiverem pegando leve - por escolha própria ou por impossibilidade mesmo - para pegarem mais pesado ainda.
A saída passa pela mudança para outra economia. Os que ganham dinheiro com as tecnologias sujas e impactantes do Planeta precisam ser estimulados a ganhar dinheiro com as tecnologias limpas e perdê-lo se escolherem persistir com as antigas práticas poluidoras. Os consumidores conscientes podem ajudar, mas não é o mercado quem cria as regras, ele apenas aproveita as oportunidades e só consegue ser uma solução para quem está dentro dele e tem dinheiro. Para os demais, são necessárias políticas públicas. Os lucros dependem de existir um Estado que estabeleça as regras do jogo e seja capaz de garantir que as regras valham para todos, e, claro, que não gaste mais do que arrecada, para não ter de sangrar a parte da população que paga impostos com uma sobrecarga que torne melhor negócio produzir na China, na base do trabalho quase escravo e consumindo energia a partir do carvão.
O Planeta é um só, e não significa mudança deixar de poluir aqui para financiar a poluição e a exploração injusta do trabalho humano do outro lado do Planeta.
Os quatro pilares da mudança para a sustentabilidade
Não se pode ser ingênuo de imaginar que todos querem mudar. Alguns irão reagir para manter as coisas como estão, ou por insegurança quanto a um futuro que desconhecem ou para manter privilégios e lucros.
Uma política para mudança deve considerar quatro pilares. O primeiro é o da informação que esclarece e convence, pois a maioria das pessoas colabora e muda naturalmente apenas recebendo a informação sobre como proceder diante das mudanças.
Outra parcela precisa de sensibilização, de formação, de treinamento, e por isso a educação é o segundo pilar da mudança, uma educação que promova novos valores para a mudança.
O terceiro pilar é o do incentivo, pois muitos se movem se tiverem alguma vantagem, ou reconhecimento, ou lucros.
O quarto pilar é a punição para aqueles que mesmo sabendo das novas mudanças e dos estímulos, escolhem resistir e permanecer com as mesmas práticas anteriores, ou preferem ir mais devagar, assumindo riscos de forma calculada e ajustando condutas.
As várias faces da mudança
Precisamos sonhar com a possibilidade de um futuro, de um mundo melhor, pois os sonhos nos motivam para a ação, nos animam a romper com a inércia e a suportar a dor do esforço no rumo a outro jeito de ser e estar no Planeta e na sociedade, ambientalmente sustentável e socialmente mais justo. Os sonhos nos dão energia para as boas práticas e a confiança de que é possível.
Mudar é um processo com várias etapas. A primeira delas é em nosso mundo interior, onde criamos e recriamos nossas utopias e inventamos e reinventamos o mundo. Como uma espécie de iceberg, a parte visível de nós é a menor. A maior parte do que somos, nosso mundo interior, é oculta aos sentidos e é onde habitam nossos sonhos, desejos, subjetividades. Então, antes de mudar, antes de transbordar em boas práticas, precisamos estar cheios de boas idéias, de boas intenções, de boa motivação, dai a importância de uma informação e educação para a sustentabilidade, para que nossos sonhos e idéias não sejam comprometidos por falsas informações e falsos valores, que apenas aprofundarão a crise e não nos farão evitar o colapso já anunciado.
É natural que entre a intenção e o gesto exista um tempo de maturação para que promessas se transformem em realidade. Se os sonhos forem pouco ambiciosos - apenas para produzir uma pequena mudança, o esforço requerido para realizá-los será menor, mas os resultados podem nem valer à pena. Não adianta fazer pouco e tentar compensar depois no marketing, por que o tiro pode sair pela culatra, e uma reputação manchada é de difícil recuperação depois. Se os sonhos forem grandes demais, parecerão inatingíveis. Ainda assim poderão valer a pena, pois podem nos ajudar a seguir em frente, apesar das adversidades. Muitas mudanças na Humanidade começaram em pequenos desvios, às vezes imperceptíveis, como o empreendedorismo dos tropeiros que se arriscavam no comércio ambulante entre as cidades da Idade Média e que resultaram no mercantilismo e no fim da estrutura feudal de poder.
A maneira como cada um lida com as mudanças é diferente de um para outro. Enquanto uns se limitam a reclamar, geralmente dos outros, e se satisfazem em encontrar alguém para colocar a culpa, outros tentam encontrar um jeito de fazer a parte que é possível ser feita. Enquanto uns só conseguem ver o que está errado, outros só querem saber do que pode dar certo, e outros, ainda, preferem manter um olho no lado cheio do copo e o outro no lado vazio, aprendendo tanto com as boas práticas quanto aprendendo com os erros alheios.
Precisamos ajustar nossas percepções para saber aproveitar as oportunidades como elas se oferecem e não como gostaríamos que aparecessem. E saber lidar com a frustrações e com a dor do esforço e da incapacidade de alcançar certos objetivos, por que talvez ainda não seja a hora ou ainda não estejamos prontos.
Alguns sonhos podem ser sonhados sozinhos, e ainda assim serem possíveis de se realizar, como o de sermos consumidores mais responsáveis, ou menos gananciosos e mais solidários. Outros, devido à complexidade e ao tamanho da mudança, precisam ser sonhados juntos, e requerem o esforço de sensibilizar e convencer aos demais. A mudança de uma sociedade inteira para a sustentabilidade é uma obra coletiva, que irá requerer não só a ajuda de muitos, mas por muito tempo. As catedrais da Idade Média, por exemplo, levavam gerações para serem concluídas, e ainda assim puderam ser realizadas por que existiram pessoas que sabiam que se não fizessem bem a sua parte, a geração que viria depois teria de começar do zero. Ainda que não colhamos os frutos agora, terá valido a pena ter começado a luta pela mudança, pois poderá ser a única esperança de futuro para os que virão depois de nós.
(*) Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor e jornalista, fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental (www.rebia.org.br ) e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente) e o Portal do Meio Ambiente ( www.portaldomeioambiente.org.br ). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas - www.escritorvilmarberna.com.br
quinta-feira, 24 de março de 2011
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